quarta-feira, 2 de março de 2011

Malas

A porta se fechou esperando que alguém entrasse. O telefone está mudo, mas não foi cortado. A moça dorme mas já é dia, a chuva cai na luz do sol. A louça tá suja, a cama, desarrumada. A janela empoeirada, a planta seca e o gato com fome.

O carteiro passou, mas não tem carta. A vida passou, não teve nada.

Poe a roupa na mala. Poe o gato na mala. Poe a chuva na mala. Tá na hora de pegar nesse volante e sumir na estrada. Vida nova pra quem foi esquecida.

Vida nova pra quem quer ser lembrada.

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