Ela olhou pela janela. A noite estava limpa, quente. Apoiada nos cotovelos, ela via o tempo passar com as sombras, causadas pelas luzes amarelas. O vento estava ausente, e as estrelas brilhavam como nunca haviam brilhado na cidade grande. Era uma bela noite. Era uma bela espera.
O que ela esperava? Ela esperava que ele voltasse, esperava poder sentir seu cheiro, olhar seus olhos, arrepiar com seu sorriso. Ela esperava o som da risada, o calor do beijo, a sensação de companhia.
Ela não dava importância à espera, pois se ela era necessária, o esperado valia à pena.
Lá de baixo, do canto da rua, ele a observava, meio escondido. Ele aguardava pois sabia que, quanto maior a saudade, melhor seria quando entrasse e a visse ali, o amando e o esperando.
E por que ela ficava linda à luz da lua.
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