Não foi tão fácil sabe. Encontrar a ferida. Como você pode querer a cura da dor, se não sabe onde dói? Bom, agora eu sei onde dói.
Dói em todo lugar. Dói nas noites de domingo, quando não há o que caçar na televisão. Dói nas manhãs de segunda, quando o cobertor não aquece e entrar no chuveiro parece um massacre programado. Dói na ausência. Não importa onde eu esteja, em casa, na rua, sentada na cadeira dentro da sala de aula, sentada na porta do prédio. Dói quando toca 3 Doors Down na minha lista de reprodução do Itunes. Dói quando nos esbarramos na rua e fingimos que não conhecemos um ao outro, por que é mais fácil quando não se reconhece.
A dor está ai por um motivo. A dor está ai pra mostrar que nos importamos. Que eu me importo se você passou pro 3º período da faculdade, e se aquele seu trabalho vai mesmo virar artigo praquela revista que você tanto gosta. Que eu me importo com seu gato que fugiu, em como vai a sua irmã, as suas sobrinhas. Que eu me importo com a sua vida. Que preciso saber como você está. Eu me importo com quem você está conversando, transando, wherever, com o que você está fazendo nesse exato momento. No fim, a minha ferida foi ter me importado demais. Minha ferida foi ter te deixado entrar sem pedir a senha, foi ter te deixado passar como um furacão numero 5 na escala Saffir-Simpson, destruindo toda a auto-confiança mínima que eu tinha conseguido criar. Minha ferida foi ter criado alguém pra amar na sua carcaça, sem realmente perguntar se você era aquela pessoa que eu amava.
Está ai, a maldita ferida. Aberta e sangrando. Parece que a ambulância não chega nunca, parece que não haverão suturas boas o bastante pra juntar os cortes que você fez no meu emocional. Não há escape, não a rota de fuga. Não a droga, não a tratamento. A vida está aqui me dizendo que o tempo é um ótimo cirurgião, e que daqui alguns anos vou lembrar disso com risadas histéricas, tipo gás do riso. Que tudo vai cicatrizar.
Mas sabe pra que as cicatrizes servem? Nossas cicatrizes servem pra nos lembrar que o passado foi real. E enquanto eu lembrar que o passado existiu, mesmo curada, cicatrizada, nova em folha, ainda vai existir aquela dor fantasma. A dor que não passa com remédios, que vicia as pessoas em Analgésicos. Aquela dor que nos joga no poço, longe do sol. Dor que faz ter recaída. Dor.
Dói em todo lugar. Dói nas noites de domingo, quando não há o que caçar na televisão. Dói nas manhãs de segunda, quando o cobertor não aquece e entrar no chuveiro parece um massacre programado. Dói na ausência. Não importa onde eu esteja, em casa, na rua, sentada na cadeira dentro da sala de aula, sentada na porta do prédio. Dói quando toca 3 Doors Down na minha lista de reprodução do Itunes. Dói quando nos esbarramos na rua e fingimos que não conhecemos um ao outro, por que é mais fácil quando não se reconhece.
A dor está ai por um motivo. A dor está ai pra mostrar que nos importamos. Que eu me importo se você passou pro 3º período da faculdade, e se aquele seu trabalho vai mesmo virar artigo praquela revista que você tanto gosta. Que eu me importo com seu gato que fugiu, em como vai a sua irmã, as suas sobrinhas. Que eu me importo com a sua vida. Que preciso saber como você está. Eu me importo com quem você está conversando, transando, wherever, com o que você está fazendo nesse exato momento. No fim, a minha ferida foi ter me importado demais. Minha ferida foi ter te deixado entrar sem pedir a senha, foi ter te deixado passar como um furacão numero 5 na escala Saffir-Simpson, destruindo toda a auto-confiança mínima que eu tinha conseguido criar. Minha ferida foi ter criado alguém pra amar na sua carcaça, sem realmente perguntar se você era aquela pessoa que eu amava.
Está ai, a maldita ferida. Aberta e sangrando. Parece que a ambulância não chega nunca, parece que não haverão suturas boas o bastante pra juntar os cortes que você fez no meu emocional. Não há escape, não a rota de fuga. Não a droga, não a tratamento. A vida está aqui me dizendo que o tempo é um ótimo cirurgião, e que daqui alguns anos vou lembrar disso com risadas histéricas, tipo gás do riso. Que tudo vai cicatrizar.
Mas sabe pra que as cicatrizes servem? Nossas cicatrizes servem pra nos lembrar que o passado foi real. E enquanto eu lembrar que o passado existiu, mesmo curada, cicatrizada, nova em folha, ainda vai existir aquela dor fantasma. A dor que não passa com remédios, que vicia as pessoas em Analgésicos. Aquela dor que nos joga no poço, longe do sol. Dor que faz ter recaída. Dor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário