terça-feira, 10 de maio de 2011

Descobertas [1]

Não é como se eu não vivesse antes. Apenas percebi que consigo levar melhor essa vida quando estou sozinha. Sem me concentrar no abraço, nos beijos e nas palavras alheias, me impressiono ao descobrir que me concentro melhor em meus pensamentos. Me concentro melhor em minhas palavras.

A solidão me inspira.

Quando estou sozinha consigo sentir a ultima gota de sangue que corre em meu corpo, consigo sentir o alarde, os hormônios. Consigo me comunicar em meus monólogos interiores. Quando estou sozinha me permito sentir as coisas que, na frente dos outros, não se espalham. Sozinha em consigo chorar, rir, dançar. Descobri que quando estou sozinha, fico mais feliz.

Descobri também que preciso ser mais egoísta. E há forma melhor de ego do que a solidão? Sem ter que me doar, agradar, perdoar, sinto como se as palavras viessem soltas para mim. Elas são minhas, e não preciso consolar ninguém com elas. Essa é a graça da solidão.

Só eu e minhas palavras. E nós nos damos muito bem.

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