Quando você ama alguém, o que você ama? Você ama o cabelo liso, o lábio carnudo e as curvas sedutoras, ou você ama o sorriso, a forma como a pessoa te abraça? Você ama o perfume ou o cheiro dela? Se você ama uma pessoa, você liga pros quilinhos a mais? Pra cara amassada depois de acordar? Você liga pro fato da pessoa roncar, ou você só quer olhar ela dormir?
Se você ama uma pessoa por que ela é bonita, você não ama ela, só ama o estereótipo que a sociedade criou na sua cabeça. Você não ama a pessoa, você só ama o fato dos outros sentirem inveja de você, por que, “nossa, eles são tão bonitos... formam um casal perfeito”.
Eles são bonitos. Eles são lindos. Mas eles também tem chulé, vão ter mau hálito depois de acordar, cheiro de suor quando ficam muito tempo sem tomar banho e cabelo embaraçado de manhã. Eles também vão ao banheiro, fazem o um, o dois e Deus sabe o que lá dentro, como todo mundo faz. Eles estão propensos a caspa, a piriri, a cair na rua de bunda, a ter um bad hair-day, a engordar no churrasco de domingo.
Se você ama uma pessoa, ela não é perfeita. Ela é humana, ela chora, ela grita, ela se sente feliz, ela esperneia... ela nem sempre é confiante, maravilhosa, estereótipo. ESTEREÓTIPO.
Ela SENTE. Assim como você sente. Assim como você não é perfeito, e está sujeito a desfilar por ai, por engano, com uma salsinha enfiada no meio do dente.
Respire fundo, agora que descobriu esses pequenos detalhes que lhe foram escondidos pela sociedade repressora na qual nós vivemos.
Respirou?
Sabe, o verdadeiro amor está onde os olhos não podem ver.
Talvez um dia, quando você se sentir menos burro e mais humano, você feche os olhos.
E, cara. Você vai se impressionar com o que vai poder ver.
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