domingo, 23 de outubro de 2011

28hrs

Calor e repressão na madrugada. Esclarecimento. Rostos tristes, nenhum sorriso a vista, como queria um, pra reeducar meus músculos. O tempo passa. Letras, letras, letras, números. Frio, chuva fina e sonora, o telhado recua. A nitidez das palavras no quadro incomodam, 5,4,3 horas, falta quanto? Falta muito, falta o seu1 futuro. Falta a sua ausência. Ônibus lotado, sacode. Direita, esquerda. Plin, cabelo encharcado chicoteando o pescoço. Ossos de metal, chuveiro. Roupa de cetim, táxi não dividido. Linhas verticais, horizontais, coloridas. Violão sem corda, um baixo. O som invade o sono, invade os ouvidos com seu gosto de saudade. Telefone ocupado, linha muda, aconchego. Banco de trás do carro, visão embaçada. Cheiro. Café, gentileza urbana esquisita. Biscoito de polvilho. Cama, dia, madrugada. Vento.
Inconsciência. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário