Quatro da manhã. Às vezes me dói ver que tomo para mim coisas que são desnecessárias. Me dói ver que um palavra ou duas mudam o rumo de um dia que tinha tudo para ter sido genial. Tenho pouco controle das minhas palavras e, às vezes, me envolvo demais com o problema alheio. Não por que não tenho os meus, mas simplesmente pelo fato de me sentir no meio do fogo cruzado.
Está fazendo frio, e o sono parece mais distante que o horizonte. Quero fugir, de uma forma ou de outra. No fim, estou fazendo tudo errado. Está errado até pra mim e minha incontinência verbal, o que não é muito fácil.
Acho que estou sentindo falta de um abraço. Essa falta está me amargurando tremendamente. Abraço por abraço, beijo por beijo, mente por mente. O mal da solidão está me corroendo em pedaços pequenos e frágeis, que aos poucos se quebram em outros menores, e tenho medo de chegar a ser pó.
Confuso, confusão. Me de sua mão e me puxe de volta para cima. Tenho me escondido atrás de poucos momentos de felicidade, atrás de um som de corda, atrás de vozes unificadas. Tenho me agarrado a pequenos flashes de alegria, esperando não cair, onde, eu acho, é inevitável. Como gostaria que não fosse. Quero permanecer assim, nesse estado de diversão finda e alerta. Preciso permanecer assim para não me perder.
E o medo de o perder? Como é ter medo de perder algo que nunca se teve? Não é a primeira vez que isso acontece. Essa sensação de vazio. A verdade, nua, crua e feia, é que sou mais fraca do que demonstro ser. Sou mais fraca que essa carcaça imprevisível e essas feições expressivas. Sou mais fraca, mais emocional e mais dependente do que gostaria, do que faz bem. Tenho essa mania de tentar consertar o que não me pertence, mesmo sabendo que não sou forte o bastante nem para me consertar.
As vezes sinto a necessidade de voltar atrás. De me arrepender. Só que sei que, no fundo, não consigo me arrepender do que faço, por que minha impulsividade não é verídica, e tenho até a mania de pensar demais.
Sinto falta de mim, no fim. Acho que mudei demais de uns tempos pra cá, e a verdade me dói como um tapa na cara.
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