terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todo carnaval tem seu fim [2]

Eu olho pelas sombras da noite e me sinto confortável por estar escondida nesse escuro involuntário. A aflição senta ao meu lado, quando penso nesses flashs do passado, em um momento de ameaça nostálgica. Nós conversamos, atônitas, sobre horas que não voltam mais. Acho que aflição é o segundo nome da minha consciência.

Sei lá, acho que só estou com saudades. É tanta gente pra sentir Saudade que me perco nela, junto com minha lucidez. Esses dias de chuva indecisa me fazem pensar demais. Pensar em como vai ser o nosso fim, o fim desses nós que criamos esse ano. Já estou assim e o ano nem acabou. Nem me separei de vocês ainda, mas a idéia me assusta simplesmente por ter me parecido impossível alguns dias atrás. Acho, que na verdade, a segurança que estar ao lado de vocês me passou é que me fez sentir como se os conhecesse a anos, vidas, sei lá. Sou eu, quando estou na nossa pequena roda esfumaçada. Ser eu sempre foi tão estranho que nunca havia parado para tentar. Essa pessoinha confusa e chorona e, talvez, amável, estava tão escondida aqui dentro que havia esquecido que ela existia.

Não tenho do que reclamar dos nossos momentos de paz barulhenta, sentados na porta do prédio conversando sobre um nada que pra nós sempre foi tudo. Acho que no fim nunca conheci pessoas tão diferentemente iguais a mim. Reconheci em cada um pedaços do meu reflexo.

Mas é isso, estradas vão nos separar. E responsabilidades, amores, solidões. Esse ano, apesar de complicado e desafiador, foi o melhor ano da minha vida. E eu só tenho que agradecer a vocês, meus novos/velhos amigos, por terem me dado a oportunidade de pegar um canto na sala de aula pra aprender mais sobre a vida. Obrigado por terem me feito rir, chorar, gritar, pular na chuva, cantar. Obrigado por terem me feito valorizar o efeito de uma música cantada por muitas vozes, obrigado por terem me feito entender mais sobre sorrisos. Vocês que fizeram meu 2011 valer a pena, não eu.

Vai ser difícil acordar todas as manhãs sabendo que não vou vê-los, e me desculpem pela dramaticidade do texto. Todo mundo já conhece esse meu lado mesmo.

Saudades antecipadas.

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