Acho que cansei de fingir ser algo que não sou. Cansei de fingir que sou inteira, que sou alguém em quem se espelhar. Cansei de fingir que sei demais, cansei de felicidade em demasia. Sou tão normal quanto anormal, sou bem menos do que digo e bem mais do que faço. Sou pedaços, pedaços que se espelham ao tempo, se faz chuva ou sol, minha personalidade está nas gotas e nas lágrimas que caem dos céus lá fora.
Não sou desapegada. NÃO SOU. Esse sorriso é o reflexo da dor que as pessoas me deixaram, passando pela minha rua mal iluminada. Sou tão pedaços que cada pedaço de pessoa que passa na minha vida fica por aqui, compondo esse vitral colorido que é meu pseudo-inteiro. Aquele moço que sorriu pra mim na rua construiu parte da minha gentileza, aquele rapaz que beijei em uma noite de inverno construiu pedaço da minha cautela. Sou apegada, sim, a coisas pequenas, a coisas carnais, principalmente por que tudo em mim é sentimento, e, se isso te assusta, você não está preparado para estar na minha vida.
Não sou forte, não sou fria. Sou espontânea, e carinhosa, e me magôo com facilidade. Me desculpe por ser tão desestruturada. Mas aceito desafios, pois sei lidar com meus limites. Se eu sou um desafio por que você tem medo de destruir meu castelo, você é um desafio pois tenho medo de ter que pedir empréstimo para reconstruí-lo. Mas tudo na vida passa, e você já passou por aqui mesmo, não custa muito ficar mais um tempo pra vermos onde essa baboseira vai dar. Não me subestime por sentir demais. Talvez o que falta na sua vida sejam os meus pedaços coloridos.
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