segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Anestesia

A dor daqueles amores nem me atormenta mais
Estou em estado de nostalgia,
Drogada em alucinações.
Eu tomei uma anestesia,
Agora nem sinto mais.

Não sinto mais a dor do relógio com o tempo que passa
Não sinto mais a saudade que aperta o peito.
Não sinto mais o gosto do beijo,
Não sinto mais o prazer da mão que afaga.

Ainda posso ver os olhos,
Teus olhos impressos no reflexo dos meus,
Tua boca na marca da minha fala
Tua respiração guiando a minha pra longe.

Sinto-me sendo levada. A louca de camisa de força,
Prevenção, apesar de anestesiada.
Posso ter um colapso e querer te seguir.
Posso ter um colapso e querer te matar.

A morte que resolveria este meu amor psicopata.
E sinto tuas mãos nas juntas das minhas.
Não posso cair no passado, alguém tem que impedir.
Tratamento de choque pra moça que não sabe mentir.

Mentir que não sente, que esquece e que quer matar,
Quanto mais te amo, mais te odeio.
A cada segundo que amo é um segundo que perco.
A faca é na vertical, corte sem anseio.
Doutor? O senhor consegue ouvir meu apelo?

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