Cansada. Estou muito cansada.
Mas com mais medo, que cansaço.
Medo que corrói as minhas entranhas, e eu
Fico sem saber para onde olhar.
Me diz se vale a pena.
A pena que vou sentir, de mim.
Quando isso acabar.
Como já acabou antes.
Precocemente vejo meus olhos serem vendados.
Amo, amo, amo. Amor que cega.
Não ilumina, não dá rumo.
Tira o rumo tracejado horas antes.
Não vale a pena, pois terá fim.
Não vale a pena. De um lado só, não a vale.
Sou jovem, sou puramente obscena, com hormônios que borbulham.
Com um coração que borbulha.
Mas nada tira a venda.
Nada apaga a memória. Ainda amo.
Sou nova demais pra isso.
Mas ainda amo.
Quero ver novamente.
Quero deixar de amar.
O fim não vale o risco.
O traço que desenhara minha morte.
Ela vem e carrega minha alma.
Por alguém que não me ama.
Fim trágico, shakespeariano.
Quero um copo de alcool puro.
Quero um cigarro, uma alucinação.
Quero apagar, quero esquecer.
Quero um coma.
Como eu quero, como queria. Você de novo.
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