terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Vento

Meus olhos sempre dirão mais do que você quer saber,
E minha língua traça em sua boca os contornos
Das palavras que não sei se quero dizer.
Em sangue escrevo por linhas tortas.
Não será certo, pois prometi não sentir.
Mas prometer isso é uma promessa inimaginável.
Com seu jeito desajeitado, ridículo e amigável.
Agora tenho mais uma divida que não posso cumprir.
Não posso estar me apaixonando por você.
É uma repetição de fatos passados...
Desconexos mas mesmo assim, uns aos outros atados.
É idiotice e é um erro.
Sei que estou me enganando
Mas a mentira monta a verdade aos poucos.
Se é de você que preciso e admito chorando,
É de você que me livro, pois sei que em mim não pensa.

Então não olho nos seus olhos.
Você não vai querer saber o que os meus tem a dizer.
Não vai querer abrir a janela para a ventania que é minha alma,
Vento que carrega meus pecados.

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