Qual é a dor imposta
Ao pobre e deplorável ser humano...
Que não tem mais palavras pra suporta-la.
Que não tem garra pra suportar os cortes.
Qual é o castigo do ser humano que se deixa sangrar?
Sangra, e sangra em uma jarra.
Guarde esse sangue para que usem em um funeral perverso.
Enterro da mente que tinha pensar.
Guarde essa pobre alma que não tem medo de errar.
Guarde-a para que alguém aprenda com seus erros,
Pois ela não aprendeu.
E a falta de palavras forma a incoerência
Forma a inconseqüência de quem quer se jogar
Na liberdade do ar cortando o rosto na velocidade.
Mesmo sabendo que não pode voar
Ela quer se perder na tormenta e no fogo.
Não há o que fazer agora.
As lágrimas frigidas lhe escorrem a face branca.
Sem alma, sem sangue.
É oca, como um boneca de lata.
E quem lhe fez isso foi o espelho.
Ninguém é responsável pela própria dor.
Ninguém é responsável por puxar o gatilho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário