Tudo tem seu tempo.
Digo pra quem quer ficar em casa, nessa passagem de ano, que queria estar lá fora. Queria vestir vermelho e entrar no mar para pular as 7 ondas, queria jogar flores na agua para fazer pedidos, queria ver os fogos na areia da praia.
Digo pra quem quer sair que quero ficar em casa, com minha familia, vendo os fogos na sacada.
A verdade?
Eu não queria ver os fogos. Não queria que meia noite chegasse.
Eu queria voltar as 9 horas da manhã do dia 31, quando estava mergulhada na agua agitada da Praia do Forte.
O que me faz querer voltar pra lá? O silêncio. O fato de que quando as ondas empurram meu corpo para todos os lados, meus problemas são empurrados pra fora de mim.
A verdade?
Acho que não queria completar mais um aniversário dia 01/01. Não digo que quero morrer, claro que não! Isso é uma coisa absurda, que não passa pela minha cabeça. A vida me é bela de uma forma diferente. Eu digo é que a vida poderia passar sem um relógio. O tempo me incomoda. A velhice, os minutos. O 01/01. Os fogos. O cansaço.
Mas tudo tem, teve e terá seu tempo.
Não posso mais estar nas 09 da manhã, assim como não pude impedir 00:00 de chegar.
Já que é ano novo, será ano novo e passará o ano novo, pedidos vem em minha mente, pra mim e para os outros. Minha lista de realizações de um íten.
Paz.
Quero paz de espírito. Aquela paz que não se compra, não se veste de branco, não assiste fogos de artifício. Aquela paz gostosa que se tem por dentro, que preenche e que renova. A paz de um banho de mar. A paz que não é artificial, mas é duradoura, e brilha tanto quanto os fogos.
A paz que nos faz entender que cada coisa tem seu tempo, e nada que fizermos mudará isso.
Feliz 2011. E que 2010 caia no esquecimento de ser lembrado para sempre.
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