quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Declarações

As pessoas exigem provas de amor todos os dias. Coisas extraordinárias, declarações televisivas, jatos que escrevem nos céus, mil rosas vermelhas. Mas eu não entendo de provas de amor. Eu entendo mesmo é de amor. Aquele sentimento que faz você desobedecer os pais para ficar um pouquinho mais. Que faz você desligar o celular para não ser interrompido enquanto olha aquela pessoa dormir. Aquele amor que faz você sorrir toda vez que uma certa janelinha sobe no MSN, e que faz o coração disparar quando o telefone toca. Aquele amor que cora as bochechas, que ri de tudo, e que quer agradar. Que faz você abrir mão de algumas coisas, que faz pagar mico. Não sei provar meu amor, por que acho que não existe prova de amor maior que simplesmente amar.

Eu te amo. Eu amo o jeito que você olha pra mim quando se irrita, a forma como sua mão roça na minha acidentalmente, provocando um choque que não é elétrico, e nem sei o nome que se dá. Amo quando você chega, amo o jeito que levanta a sobrancelha quando eu falo demais, e como me abraça segurando minhas mãos. Amo o estilo largado que você se veste, o jeito que você leva a vida, a determinação e a persistência, o sarcasmo e o sentimentalismo exagerado. Amo suas opiniões singelas e ofensivas.  Amo o gosto parecido, e até o diferente. Amo cada momento que passamos juntos.

Talvez um dia eu lhe pegue pela mão e suba com você até o céu em um balão colorido. Talvez, quando estivermos lá em cima, você olhe para baixo e veja um “eu te amo” imenso escrito em flores. Ou talvez nós mergulhemos em alguma praia por ai, e eu peça pra um tubarão lhe entregar uma carta (nunca se sabe!). Tirando o absurdo, e coisas que não posso pagar, eu posso lhe dar meu amor. Posso fazer o café da manhã, posso ficar feliz só de ter sua mão na minha. Posso conhecer seus pais e dar comida pro seu gato. Posso ficar mais por você, e posso jogar meu celular pela janela pra te ver dormir. Eu posso sentir sua falta quando você for e enxugar suas lagrimas quando a tristeza for maior. Eu posso arrumar a cama quando você sair, e posso escrever cartas com poeminhas bobos. Posso ver todos os filmes que odeio só para estar ao seu lado, posso deixar de comer comida japonesa aos sábados pra sair com você. Eu posso dar idéia para os seus trabalhos, posso ficar calada quando você precisar se concentrar.  Posso te compreender, posso ser só sua.  Eu posso fazer tantas coisas, e posso fazê-las sem pedir provas do que você sente por mim.

Eu não quero provas de amor. Eu só quero você, sendo só meu.
Isso me bastaria.

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