Uma parede pichada, cores sombrias, rua alagada, banco de praça, cachaça, cerveja, rum, banho de chuva, noite de festa, noite. O barulho do skate, os hippies, o cheiro da canela, da hortelã, o chocolate, a coca-cola, o banho de chuva, a chuva, o sol, o calor, a queda d’água. A velha blusa dos Ramones, a calça rasgada, o tombo na multidão, a risada, o choro, o canto, o violão. A cidade, as luzes, a solidão.
O medo de perder, de ganhar. O momento.
O seu cheiro, o toque, o vento.
O seu sorriso, a sua risada. Tudo que é seu, e que eu queria que fosse meu.
A pequena lágrima desajeitada que caiu na página virada de um livro que você abriu mas não leu.
O que eu queria que fosse, mas não é.
A lembrança esquecida de uma cidade que brilha faz de cada individuo um boneco que a vida há de levar em sua chacota de destino.
Uma parede pichada com as pequenas lágrimas.
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